3 de mar de 2015

MAIS DICAS PARA ENFRENTAR AS DITADURAS PACIFICAMENTE

  


ANÁLISE DO PILAR 02 - ALIANÇAS POLÍTICAS ESPÚRIAS

Para instruções mais detalhadas, consulte o capítulo Implementando Fase 3 do livreto Exigimos Reforma Política.
Em regimes democráticos nenhum partido político consegue exercer o Poder isoladamente, sem contar com o apoio de outros partidos. Nem mesmo nos EUA, que tem um regime presidencialista baseado praticamente em apenas dois partidos, Democrata e Republicano, o presidente consegue determinar os rumos que pretende dar à nação sem uma ampla negociação com os opositores. Esse pacto normalmente é firmado sobre fundamentos programáticos, ou seja, ajusta visões de fututo diversas para uma única meta de desenvolvimento.
No Brasil, com a miríade de partidos políticos inexpressivos, o PT encontrou no PMDB, o maior partido político do país, o companheiro ideal para dar sustentação parlamentar e política às suas ações governamentais. Esse pacto, no entanto, não foi firmado sobre fundamentos programáticos que visassem o desenvolvimento do país, mas sim em espúrias segundas intenções de ambas as partes.
Do lado do PT, agradar os caciques do PMDB significa obter a maioria absoluta no parlamento brasileiro, que lhe proporcione a aprovação de medidas de interesse do partido. Assim, os planos de perpetuação no Poder, e a consequente fragilização das instituições democráticas, que lhe permitiriam num futuro o estabelecimento de um regime de partido hegemônico, estariam bem pavimentados.
Por seu turno, o PMDB, apesar de ser o maior partido político do Brasil, não é um partido nacional. Ele é uma agremiação de vários partidos regionais, conduzidos de forma autônoma e competitiva pelos caciques locais. Suas pretensões não passam pelo desgaste de manter um líder nacional, mas sim na perpetuação dos atuais feudos estaduais, e as benesses deles decorrentes.
Entretanto, para atingir os seus objetivos, mais dia, menos dia, o PT se veria obrigado a também fragilizar o PMDB. Este, no entanto, reagiu com a eleição de Eduardo Cunha para a presidência da Câmara dos Deputados, que não se presta a ser um simples fantoche do PT. Eis aí a nossa grande oportunidade de minar a resistência desse segundo pilar de sustentação do PT.
Apesar de contar apenas com caciques tais como Renan Calheiros e José Sarney, pragmaticamente o Brasil Decente deverá fortalecer o PMDB em seu embate contra o PT pois, no caso de uma renúncia ou impeachment de Dilma, quem assumirá a presidência será um quadro do PMDB. Como sabemos, este partido não possui o mínimo de coesão nacional para conduzir os rumos do Brasil coerentemente, pois os diversos grupos estaduais e regionais certamente se colocarão em disputa, até mesmo autofágica, para abocanhar nacos de Poder, portanto o Governo Federal será fraco e diluído, sendo-nos bastante susceptível às pressões populares.

Fonte : http://brasildecente.com.br/conheca.php

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