23 de abr de 2012

Ze Dirceu - Chefe de Quadrilha


A canalha petralha que fica gritando na rede, organizada pelo JEG, que é alimentando por dinheiro público (o crime continua…) quer fazer de conta que o mensalão não passou, assim, de uma impressão, de algo vago, de um preconceito. Se você clicar aqui, terá acesso às 136 páginas da denúncia apresentada pela Procuradoria Geral da República ao STF. Ali está uma síntese da tramoia do mensalão. Destaco abaixo apenas alguns trechos em que aparece o nome do que foi designado como “chefe da quadrilha”: José Dirceu.


É importante relembrar os crimes cometidos e do que essa gente foi acusada, especialmente agora, quando os larápios usam as lambanças de Carlinhos Cachoeiras — muito mais presente no governo federal do que eles admitem — para tentar declarar inocência. Leiam alguns trechos.

José Dirceu, o chefe

Com a base probatória colhida, pode-se afirmar que José Genoíno, até pelo cargo partidário ocupado, era o interlocutor político visível da organização criminosa, contando com o auxílio direto de Sílvio Pereira, cuja função primordial na quadrilha era tratar de cargos a serem ocupados no Governo Federal. Delúbio Soares, por sua vez, era o principal elo com as demais ramificações operacionais da quadrilha (Marcos Valério e Rural), repassando as decisões adotadas pelo núcleo central. Tudo sob as ordens do denunciado José Dirceu, que tinha o domínio funcional de todos os crimes perpetrados, caracterizando-se, em arremate, como o chefe do organograma delituoso.
(…)

Merece destaque, para o completo entendimento de todos os mecanismos de funcionamento do esquema, a relevância do papel desempenhado por José Dirceu no Governo Federal. De fato, conforme foi sistematicamente noticiado pela imprensa após o início do Governo atual, José Dirceu inegavelmente era a segunda pessoa mais poderosa do Estado brasileiro, estando abaixo apenas do Presidente da República. Assim, a atuação voluntária e consciente do ex Ministro José Dirceu no esquema garantiu às instituições financeiras, empresas privadas e terceiros envolvidos que nada lhes aconteceria, como de fato não aconteceu até a eclosão do escândalo, e também que seriam beneficiados pelo Governo Federal em assuntos de seu interesse econômico, como de fato ocorreu.

Leia tudo aqui:

http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/qual-foi-mesmo-a-atuacao-do-%e2%80%9cchefe-de-quadrilha%e2%80%9d-no-mensalao/

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