25 de fev de 2011

Senadora Ana Amelia Lemos, um exemplo de dignidade.

A votação do novo mínimo teve importância especial porque foi transformada num teste capaz de determinar os graus de resistência e submissão do Congresso ao novo governo.


A senadora Ana Amélia, do PP, informou nesta quinta-feira ao editor que acompanhou a Oposição no caso da votação do novo salário mínimo.

1) Votou pelos R$ 600,00.

2) Votou contra a renúncia legislativa à prerrogativa de decidir a política salarial.

. Ana Amélia avisou que foi, é e será coerente com as teses que abraçou durante a campanha eleitoral, quando seu Partido, o PP, no RS, acompanhou a candidatura de José Serra.

. E os outros dois senadores gaúchos, que votaram submissamente com o governo do PT ?

A rendição de Paulo Paim - É cínico o silêncio obsequioso das centrais sindicais diante da rendição de Paim ao governo Dilma ao diktakt dilmista que o obrigou a engolir a defesa dos trabalhadores no caso do novo salário mínimo.

. Valeu o centralismo democrático, prática autoritária e cretina introduzida pelo extinto Partido Comunista da União Soviética entre os Partidos de esquerda de características marxistas.

- As centrais sindicais apelegadas, fizeram de conta que queriam R$ 560,00 para não se confundirem com os R$ 600,00 pedidos por Serra e para não dizerem que estavam mais interessadas no imposto sindical e nas verbas públicas federais do que nos trabalhadores.

A abstenção de Simon - O senador Pedro Simon nem sequer se deu ao trabalho de explicar por que razão preferiu a abstenção, que na prática foi o mesmo que votar no governo. Num cenário como o de quarta-feira, ficar em cima do muro é ficar com a maioria sem deixar isto muito claro.
 
Ouca a entrevista de Ana Amelia aqui:   http://www.youtube.com/watch?v=FykgvyOFI70                            http://polibiobraga.blogspot.com/

Um comentário:

paschoal disse...

Muito bem dito amiga. Este país está cada vez mais à beira do precipício. Ladrão aqui abunda!