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8 de dez de 2010

O tesoureiro do PT transitava sem o menor constrangimento...

PARTE DO DISCURSO EMOCIONADO DE DESPEDIDA DE TASSO JEREISSATI

...Foi exatamente por conta de um destes episódios que em mim, particularmente, desfez-se a ilusão de que estávamos diante de um novo momento da política brasileira. Muito pelo contrário! Quando em meados de 2004 chegou ao Senado o Projeto de Lei das Parcerias Público Privadas, chamei a atenção, para as gritantes falhas da proposta. Basta lembrar que, entre outros absurdos, o projeto previa a concessão de serviços e obras públicas à iniciativa privada, permitindo que esta tivesse todo o seu investimento financiado por bancos oficiais. Ou seja, o parceiro privado seria financiado com dinheiro público. Ao longo das discussões, tive o desprazer de tomar conhecimento de uma figura até então mais afeta aos subterrâneos partidários – o Sr. Delúbio Soares. Atentem para o absurdo: O tesoureiro do PT, sem nenhum cargo ou função dentro do Governo Federal, transitava sem o menor constrangimento, até mesmo neste plenário, em colóquios e cafezinhos com representantes de mega-empreiteiras e senadores da base aliada. Do que estariam tratando, qual o seu interesse comum?



Denunciei essa perniciosa relação, cobrando providências do Governo. Mas, para minha enorme decepção, o que sobreveio foi um processo por injúria contra mim no Supremo Tribunal Federal, movido pelo Partido dos Trabalhadores e por Delúbio, posteriormente arquivado por aquela Corte. Da mesma forma trouxemos a público, o Senador Arthur Virgílio e eu, outro personagem até então quase desconhecido, que veio a se tornar muito famoso: o publicitário Marcos Valério. Era o proprietário das agências de publicidade que serviam um dos maiores escândalos da história do Brasil, o Mensalão. Não sou eu quem o denuncia, mas o Procurador Geral da República de então, Dr. Antonio Fernando de Souza. A verdade é que, desde o início do atual governo, por todos os ângulos desvanecia-se a expectativa de modernização das nossas práticas políticas. A serviço do PT e de seus aliados, o que se via era o progressivo aparelhamento do Estado, a crescente apropriação dos instrumentos de política econômica, das instituições públicas de financiamento, das estatais e de seus fundos de pensão.
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