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26 de ago de 2009

Eu pergunto: Anistia de Novo?

Anistia, de novo.
Ternuma Regional Brasília
Gen. Bda Refo Valmir Fonseca Azevedo Pereira

Uma das preocupações e determinações das FFAA foi não reagir, em hipótese alguma, diante das acusações e distorções sobre si e sobre os seus integrantes encetadas ou patrocinadas pelo desgoverno. “Para não levantar marola”, dizem alguns. “Por conveniência”, concluem outros. Por receio, por vergonha, por... E assim, tem sido.
Um silêncio culpado? Um mutismo de impotência?
Hoje, na vigência do “politicamente correto”, ainda que imoral ou indecente, os poucos militares, da reserva ou até civis que acompanham e repudiam as renitentes exposições e pressões sobre o estamento militar correm o risco de serem patrulhados ideologicamente em razão de comentários que possam ser considerados fora de hora, extemporâneos ou ofensivos às nossas “otoridades”.
Não importa um Sarney, um Congresso corrompido, uma autoridade, desafiadoramente, usar um colar de folhas de coca em degradante cumplicidade com um companheiro do Foro de São Paulo, um ministro engajado na marcha pela legalização da maconha, uma ministra comprovadamente mentirosa e sua assessora estar prestes a ocupar uma vaga no STM, graças aos seus bons serviços (e que serviços).
Já não basta o uso desavergonhado dos cargos ocupados às escâncaras pelos “companheiros” nas entidades públicas e nas autarquias, eles avançam, sem qualquer obstáculo em outras searas. Nada importa.
O correto é aplaudir a decisão que condenou a Daslu a 94 de prisão. É o povo contra os ricos. Porém, uma companheira ocupar uma vaga no STM é a coisa mais natural do mundo. Como é de praxe, “vocês têm que me engolir”. E engolimos, ou melhor, degustamos.
No resto, é preservar o “princípio da autoridade”, por mais canalha que ela seja. O povo votou nela.
O combate à subversão foi uma história de vergonha que, portanto, deve ser apagada, pelo menos a versão dos militares. No entanto, não basta apagar os acontecimentos, é preciso reescrevê-los, contar novas versões, emparedar os militares no muro da vergonha e achincalhá–los, a tal ponto, que se escoe de seu corpo exangue a última gota de coragem.
A questão da anistia, que no passado recente, não era um “cavalo de batalha”, com a ascensão e a perpetuação da canalha no poder, erigiu-se num formidável instrumento de pressão. Sempre, haverá um novo aspecto a ser abordado, um monumento a ser erigido, uma solenidade a ser perpetrada, um livro a ser escrito, uma data a ser comemorada, um esqueleto a ser exposto e uma vitória a ser cantada.
Tivéssemos a certeza de que o assunto nunca mais seria abordado pela canalha petista, concitaríamos para que as Forças Armadas, arbitrariamente, sem preliminares e sem julgamentos, prendessem a todos os acusados, suspeitos, parentes, aparentados, amigos e simpatizantes dos acusados e entregassem suas cabeças aos seus acusadores.
Meus amigos, fossem todos os “torturadores” relacionados pela esquerda enforcados e esquartejados em hasta pública, como o herói Tiradentes, e chutados os restos dos já falecidos, ou suas cinzas jogadas nas profundas do inferno, nem assim o assunto estaria encerrado. É o moto-perpétuo do achincalhe.
Netos, bisnetos e quantos reivindicarem, serão beneficiados, ainda, com reparos financeiros e as polpudas indenizações já pagas e que serão reajustadas, pois é preciso manter a questão na mídia, provocar debates, acuar e amedrontar. A Comissão da Anistia que o diga.
Escutamos algumas “imparciais” autoridades, que, inclusive, poderiam obstar a nojenta perseguição, declararem que o problema é da “justiça”. Escaldados, vemos tais declarações de falsa neutralidade, como um subterfúgio para permitir o prosseguimento da caçada.
Não sem razão, na iminência da decisão do STF, tememos a sua “proverbial” imparcialidade. Afinal, suas decisões são de fazer corar estátuas de pedra.
Brasília, DF, 25 de agosto de 2009

Um comentário:

Pedro da Veiga disse...

Há selos em reconhecimento ao seu trabalho no Blog Pedro da Veiga.