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24 de mai de 2009

O medo de Jose Dirceu

O medo do Sr José Dirceu
Ternuma Regional Brasília
Gen Bda Paulo Chagas


São absolutamente descabidas e reveladoras as observações do Sr José Dirceu sobre o discurso de despedida do Gen Ex Paulo César de Castro, quando de sua passagem para a reserva do Exército Brasileiro, publicadas no “Blog do Zé”.
Chama a atenção a incoerência, a discriminação e o rancor embutidos em suas observações. O Sr Dirceu enaltece uma democracia facciosa que divide o Brasil em cotas demagógicas de privilegiados e, em nome desta mentira, exclui o segmento militar da sociedade daquilo que os seus chamam de prática da cidadania! Nada mais contraditório e sectário!
Em sua perspectiva, deturpada pelo medo de ver seus planos de poder postos, mais uma vez, por terra, o Sr Dirceu, temendo a verdade contada por quem não sabe mentir, apresenta as Forças Armadas à Nação como um grupo fechado e truculento composto por pessoas obtusas e sem visão de futuro, como se os militares se colocassem sobre a sociedade a que servem e não no meio dela, identificados com ela, ou como se nela não tivessem genuinamente as suas origens!
Chama a atenção a sua ousadia, pois que, excluído da atividade política por iniciativa de seus semelhantes, os que envergonham o Congresso Nacional, o Sr Dirceu personifica todas as mazelas que fazem desacreditar o Legislativo brasileiro! Com que moral critica o discurso e as posturas de um homem honesto, brilhante e dedicado ao serviço da Pátria e aos melhores valores da sociedade?
Inicio o exercício deste direito, enquanto ainda o tenho, pela pérola antidemocrática que induz seus leitores a pensar que os militares não têm direito à opinião pessoal ou coletiva! Por quê? Acaso não são cidadãos, com direito a voto e participação? Acaso foram em algum momento ou por qualquer instrumento alijados do processo político nacional ou do espectro social brasileiro? Seriam eles cidadãos de segunda classe, merecedores do repúdio de seus patrícios e da condenação ao eterno silêncio?
Claro que não! A democracia, salva do ideário defendido pelo fogo das armas pelos que, como o Sr Dirceu, queriam o Brasil transformado em uma enorme Cuba, atrasada e reprimida, garante a todos, repito, a todos os brasileiros o direito de pensar, querer, falar e defender suas idéias e anseios! É por isto que podemos dizer, com orgulho, com imenso orgulho, que a Revolução, ou, mais precisamente, a Contra-Revolução, foi definitivamente democrática! Ela salvou a democracia, ameaçada por homens e mulheres como o Sr Dirceu, travestidos de defensores do direito e das liberdades.
Os que, como o Sr Dirceu, enganam os jovens e os não tão jovens cidadãos deste país com a cantilena de suas mentiras e meias verdades são de fato os inimigos dos militares, como o são todos os inimigos da democracia e da liberdade, valores pelos quais os soldados empenham e dedicam a própria vida! Toda a vida! Não poderia ser diferente!
Já os pressupostos constitucionais, os poderes constituídos, as instituições, a soberania e a própria sociedade, pelo contrário, são o alvo da dedicação exclusiva daqueles a quem esta mesma sociedade confiou o poder de suas armas! E isto não é novidade, os bons brasileiros sabem que os militares de hoje são, sim, os mesmos de 64! As Forças Armadas são democráticas por natureza e continuam assim, graças a Deus e à sua vocação! Não poderia ser diferente!
Na opinião do Sr Dirceu, influenciada por seu apego aos dogmas do regime cubano, emitir opiniões, mesmo que no ambiente reservado de uma solenidade militar, constitui-se em ameaça, desobediência e indisciplina, quando, na verdade, é apenas o exercício da cidadania. Na Cuba dos irmãos Castro, modelo preferido do Sr Dirceu, nem mesmo o sobrenome do general o livraria da cadeia ou, quem sabe, do “paredon”.
Eu entendo o seu temor, afinal, 80% de confiança e prestígio, comprovados em todas as pesquisas de opinião, dão aos militares um honesto e significativo poder de convencimento que põe em pânico até um mentiroso medíocre.
Os militares brasileiros ombreiam com os grandes baluartes da honestidade e da honradez neste nosso pobre país, são imunes às maracutaias que levaram os próprios “mensaleiros” a denunciar e a expulsar o Sr Dirceu do Parlamento, portanto, nada mais justo do que não querer a administração de seus orçamentos sob o risco de fingidas e mal versadas transações e isto nada tem a ver com insubordinação à Constituição ou à autoridade civil, é apenas apego à honestidade, coisa difícil de entender por gente desacostumada com esta prática.
Graças aos currículos militares e ao controle férreo sobre a educação e o ensino que forjam a têmpera da caserna é que os cidadãos brasileiros podem confiar em seus soldados, em suas atitudes e em seus princípios, pois são estas atitudes e princípios que asseguram o caráter democrático e o apego à liberdade do soldado brasileiro.
Tem razão o Sr José Dirceu, apenas quando infere que os militares estão sempre atentos à vida nacional e aos rumos que a ela são dados pela conjuntura interna e externa para, se necessário, como é seu dever constitucional, correr em socorro da Pátria e da sociedade quando ameaçadas em seus desígnios democráticos de liberdade e autodeterminação.

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