20 de mar de 2008

Vem aí uma hecatombe

Caros blogueiros, este artigo foi postado originariamente no dia 06/07/2007. Estou postando na data de hoje tendo deletado a parte que fala da escola onde trabalho por motivos de força maior. Esta republicação é em respeito aos 15 comentários feitos à epoca.
É um texto de Ipojuca Pontes chamado" Vem aí uma hecatombe".
No Brasil, sem a menor necessidade de apelar para a violência armada, numa ação estratégica posta em prática desde as primeiras horas do primeiro mandato, o governo de Lula se apoderou dos cargos públicos e, gradativamente, de forma sistemática, tem sabido administrar o aparelhamento da máquina estatal com a “inclusão” em larga escala de militantes do “partido hegemônico”.
Em medida recente, a pretexto de monitorar o Estado e torná-lo mais abrangente, o governo federal criou 626 novos cargos comissionados, entre os quais 83 postos para funcionamento da recém-criada Secretaria de Planejamento de Longo Prazo, vinculada à Presidência da República, hoje ocupada pelo professor Mangabeira Unger, o homem que acusou o governo Lula de ser “um dos mais corruptos da história”.
Um dia antes, por meio da Medida Provisória 375, o governo federal tinha anunciado o aumento de até 139,75% nos vencimentos de 21.563 cargos de confiança, alguns com salários na órbita de R$ 10.748,73 – sem contar os adicionais ou vantagens, tais como, por exemplo, diárias de viagens, transporte e apartamentos funcionais. Segundo o Ministério do Planejamento, os gastos com os novos vencimentos chegarão à casa dos R$ 475 milhões, mas cálculos econômicos mais detidos dão conta de que o impacto sobre as despesas do Tesouro, no final, ultrapassará os R$ 600 milhões.
O crescimento vertiginoso dos gastos públicos no governo Lula tomou proporção alarmante. Atingindo a média de 9,5%, nos anos de 1980, as despesas correntes do governo chegaram em 2006 ao incrível patamar do 30,2% do Produto Interno Bruto (PIB) do País, na ordem aproximada dos R$ 2 trilhões – com a certeza de bater novo recorde de despesas em 2007, tal como deixa entrever as recentes contratações, o aumento de vencimentos em cargos comissionados e a contratação de terceirizados. (Sobre terceirizados, uma autêntica caixa preta, sabe-se que eles são estimados hoje em mais de 2 milhões de contratados).
Atenta à ampliação dos gastos, a burocracia econômica do governo, por sua vez, já planeja encaminhar ao Congresso a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2008 prevendo, com o aumento da inflação, a elevação da carga tributária acima dos 40% do Produto Interno Bruto-PIB – uma violência sem precedentes a atingir o bolso do contribuinte. (À margem o fato de que a carga tributária poderá chegar aos 50% caso o fisco resolva multar o contribuinte por inadimplência).
Neste quadro crítico, graças aos escorchantes impostos cobrados sobre renda e salários, contribuições de toda natureza e mais de duas dezenas de encargos incidindo sobre o consumo, o Brasil, em recente pesquisa promovida pela revista “Forbes”, foi incluído na lista dos países “mais infelizes do mundo”. Com efeito, o Gigante Adormecido foi classificado no Índice de Infelicidade por Impostos, entre 100 países considerados civilizados, em 13º lugar – um número duplamente agourento.
Diante da calamitosa situação, uma Frente Parlamentar em Brasília tenta viabilizar Projeto de Lei Complementar, criando um código dos direitos dos contribuintes em âmbito nacional, com o apoio da sociedade e o respaldo de instituições públicas e privadas. As reivindicações da Frente são tímidas e quase inexpressivas diante da fúria arrecadadora do governo federal: elas objetivam impedir que o fisco continue retendo impostos a serem restituídos por mais de 128 dias, ou que faça a cobrança antecipada de tributos, como ocorre no caso do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços).
Nada disso representa muita coisa, visto que o problema do gigantismo estatal não é apenas técnico, mas, sim, de ordem político-ideológico: o excesso de ministérios (37, ao todo), as classificações do funcionalismo, as contratações e designações da militância partidária dentro da administração pública, com os respectivos aumentos da carga tributária e o excesso de leis assistencialistas, etc., antes de representar uma triste herança do Estado Patrimonial tão caro ao Brasil, significa o claro avanço na etapa de “transição para o socialismo”, cuja falácia maior se sustenta na utópica promessa da criação de uma “sociedade mais justa e igualitária” – tal como imaginada pelo revolucionário Lenin que, como é sabido, levou a extinta União Soviética ao derramamento de sangue, suor e lágrimas.
Um abraço a todos

4 comentários:

CAntonio disse...

Tereza,

E a culpa de tudo isso (além dos estúpidos eleitores, é claro) é da Imprensa.

Antes reclamavam da Censura. Se os militares comprassem a consciência dessa quadrilha das letras - como o quadrilheiro mór o tem feito - não haveria um único desgraçado que falasse mal deles.
Seria evitado o aparecimento de ratazanas, que hoje pululam no Palacio do Planalto e estariamos vivendo, pelo menos, sem a roubalheira desenfreada.

Estou de volta!

Suzy disse...

Tereza, existe lucidez em muito poucos.
E concordo com o Cantonio, a mídia é conivente.
Beijos

Suzy disse...

Tereza, hoje, DIRETO DO ABISMO, entrevista com Rodrigo Constantino a partir das 16:00 hs.
Esperamos que você traga PILHA pra lanterna...não deixe nosso Abismo no breu total...hehehe

Beijos

cantonio disse...

Tereza,

Preciso da ajuda de vocês. Por favor, entre em contato comigo por e-mail. É urgente!!!