25 de nov de 2006

Balcão de Negócios

Caros amigos, leiam por favor uma pequena amostra de um artigo de Carlos Azambuja e digam se temos ou não, motivos para nos envergonhar.

A GTB é uma entidade sindical com baixa representatividade entre as centrais sindicais do país. É constituída por cerca de 20 sindicatos, entre metalúrgicos, trabalhadores da indústria têxtil e processadores de dados e edita uma publicação intitulada CGTB, que é dirigida pelo vice-presidente da entidade, Ubiraci Dantas de Oliveira. Segundo matéria publicada na Folha de São Paulo de 18 de junho de 2006 (http://clipping.planejamento.gov.br/Noticias.asp?NOTCod=275584) essa revista, em sua última edição, com a tiragem de 30 mil exemplares, teve 7 das 12 páginas de anúncios pagos por entidades ligadas ao governo. Ou seja, a revista foi editada com o dinheiro dos impostos pagos pelo povo brasileiro. O ex-ministro José Dirceu foi foco de uma reportagem que ocupou cinco páginas com o título de “Dirceu, Guerreiro do Povo Brasileiro”.
A desconhecida revista “CGTB”, criada há cerca de 20 anos e com apenas 17 edições publicadas conseguiu nos últimos 3 anos – ou seja, no governo Lula – formar uma carteira de anunciantes com as principais empresas estatais (Caixa Econômica Federal, Petrobrás, Eletrobrás, Banco do Brasil, Sebrae, Ministério da Educação, Correios e Furnas Centrais Elétricas).
O anúncio em página interna custa cerca de 10 mil reais e a contra-capa vale aproximadamente 20 mil.
Presidente Lula e líderes da CMS.
As reportagens destacam realizações e promessas do governo Lula, defendem petistas acusados de corrupção, idolatra outros – como foi o caso do kamarada José Dirceu – e criticam a imprensa em geral. Oito ministros do governo Lula aparecem em fotos ou reportagens. O presidente Lula foi aquinhoado com 5 fotos.
A justificativa das estatais e do governo federal para praticamente subsidiar a revista da CGTB é parecida: uma estratégia de marketing... Somente o Banco do Brasil fugiu do padrão: informou ter suspendido os patrocínios em julho de 2005 quando o diretor de marketing, Henrique Pizzolato – um dos 40 quadrilheiros denunciados pelo Procurador-Geral – deixou o cargo. Esse mesmo Pizzolato foi candidato a deputado federal pelo... PT!
Finalmente, a Secom, ouvida pela reportagem da Folha de São Paulo , destacou que o investimento não teve conotação política e obedeceu a uma necessidade mercadológica, o que é uma piada digna do programa Fantástico, da TV Globo.Nota Editoria MSM: Para saber como a esquerda e extrema esquerda praticam seu esporte favorito - obter recursos a fundo perdido do Estado ou via negócios obscuros - recomenda-se a leitura do artigo MR-8: de organização guerrilheira a balcão de negócios. Que anjinhos, não?

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