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8 de jun de 2015

VIOLENTOS PETRALHAS COMECARAM A PEDIR O BOM NIVEL NO HUMANIZAREDES


Sobre duas grandes bobagens do “debate público” no Brasil:
- O ÓDIO É CONFUNDIDO COM O MAL - Diversas vezes vejo pessoas falarem contra o ódio em situações em que o ódio é não apenas a reação humana como a única correta. É necessário odiar tudo aquilo que diminui os seres humanos, tudo o que é desprezível, o mal enfim. Se você vê um criminoso atuando e não sente ódio, você está todo cagado. Da mesma forma, amor não é algo bom quando direcionado ao que é puro mal. Amar um criminoso por ele ser criminoso é algo desprezível. Odiar criminosos, num país violento como o nosso, deve ser cultivado na alma de cada um desde o mais cedo possível, ainda mais por nossa sociedade viver bombardeada pelo ataque cultural e político daqueles que vêem heroísmo ideológico (pela luta de classes) nos marginais desde que pertencentes a determinados grupos escolhidos.
- O ASSOMBRO COM AS OFENSAS - Em nome de uma pretendida boa educação, acredita-se que o ideal num confronto ou crítica seja tratar com bons modos o adversário. Disso parte-se a exigir respeito formal nas críticas que fazemos aos POLÍTICOS de quem discordamos na internet. Boa educação é algo necessário no trato direto com pessoas, quando nossa gentileza tem um efeito perceptível e nasce naturalmente. Gentileza é algo que fazemos em benefício dos outros sem pensar em nenhum retorno. Quando ela é fingida em discursos de internet apenas serve para envaidecer o “educado”. É o total oposto da verdadeira educação.
O problema é que quando cresceu o ódio aos políticos do PT, um bocado de otários começou a pedir o bom nível e educação nas manifestações políticas na internet. Oras, o sentimento natural em relação a políticos num país em que o sistema de poder subtrai tanto dos trabalhadores como o nosso é o ódio mesmo. Numa situação de crise financeira e em meio a escândalos de desvios, xingar é o mínimo que se pode fazer. Idolatrar político brasileiro é uma perversidade, uma tara obscena. Quem idolatra político brasileiro deve ser visto com suspeição ainda maior do que a que já temos em relação aos próprios políticos.

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