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10 de set de 2009

Obama parte para ofensiva em plano de saúde e ataca 'mentiras'

09/09/2009 - 23h42


O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse estar determinado a ser o último líder americano a tentar implementar um programa de saúde universal - uma tentativa que vem sendo feita por sucessivos governos do país desde o início do século 20. Obama lançou pesadas críticas contra os representantes do Partido Republicano, de oposição, que estariam divulgando ''mentiras'' e ameaçou expor aqueles que distorcerem suas propostas.
''Eu não sou o primeiro presidente a abraçar esta causa, mas estou determinado a ser o último'', afirmou Obama, arrancando fortes aplausos, ao se dirigir aos representantes da Câmara dos Representantes e do Senado, em discurso nesta quarta-feira à noite.
O discurso voltado para as duas casas do Congresso foi uma forma de marcar a importância que o líder americano está dando a seu projeto de Saúde. Pronunciamentos para congressistas e senadores acontecem apenas em raras ocasiões, como nas apresentações anuais do Estado da União e em momentos críticos na história do país.
Seu antecessor, George W. Bush, se dirigiu aos congressistas e senadores pouco após os atentados de 11 de setembro de 2001, e o ex-presidente Bill Clinton escolheu o mesmo tema - a defesa de seu malogrado projeto de Saúde - para discursar para a Câmara dos Representantes e o Senado.
Os Estados Unidos contam com 46 milhões de pessoas sem seguro-saúde e são provavelmente a única nação rica que não oferece um plano de saúde para todos os seus cidadãos, como lembrou o líder americano.
A proposta de Obama vinha sendo alvo de críticas e acusações diversas por parte de políticos da oposição republicana e por comentaristas de rádio e TV conservadores, que vão desde o argumento de que o projeto irá endividar os Estados Unidos ainda mais até o de que a proposta representa a ''socialização'' da medicina no país.
Acusações Em seu discurso de cerca de 45 minutos, o presidente aproveitou para dar detalhes sobre sua proposta e para atacar como falsas algumas das acusações feitas por seus opositores.
Uma das críticas mais controversas é a de que ele nomearia ''equipes de burocratas com o poder de matar os nossos cidadãos idosos''. O líder americano rebateu a acusação como ''risível, se não fosse cínica e irresponsável. É, pura e simplesmente uma mentira''.
Ele também refutou que seu sistema de saúde poderá ser usado por imigrantes ilegais, comentário que contou com a intervenção do congressista republicano Joe Wilson, da Carolina do Sul, que gritou: "Você mente'', despertando vaias por parte dos democratas.
Obama também fez questão de frisar que ''nenhum dólar federal será usado para financiar abortos''.
O líder americano também descartou que sua proposta vá contribuir ainda mais para o já trilionário défict americano. ''Não assinarei um plano que acrescentará um único centavo ao nosso déficit, nem agora nem no futuro.'' O presidente afirmou que o projeto irá custar US$ 900 bilhões ao longo de dez anos, acrescentando que a verba representa ''menos que as guerras do Iraque e do Afeganistão e menos que o corte de impostos para os mais ricos que o Congresso aprovou na última administração''
Obama procurou enfatizar que aqueles que já contam com um plano de saúde não precisarão abrir mão dele em prol de um novo, mas afirmou que a proposta dele ''tornará ilegal para empresas de saúde negar cobertura quando você fica doente ou quando você mais precisa''
Aos milhões de americanos que não contam com um plano de saúde, ele disse que seu projeto visa oferecer opções econômicas.
''Se você perder seu emprego ou mudar de emprego, você poderá contar com cobertura. (...) Nós faremos isso ao criar um mercado de seguros, onde indivíduos e empresas poderão comprar seguro de saúde a preços competitivos.'' Tapas e afagos A despeito das várias críticas, o líder americano procurou também estender a mão para os republicanos, ao salientar o suposto caráter apartidário de sua proposta, que ''incorpora idéias de senadores e congressistas; democratas e republicanos e, sim, de alguns de meus opositores tanto na disputa das primárias como nas eleições gerais''.
Mas Obama também atacou com vigor os que teriam apostado em um ''espetáculo politiqueiro'' e os ''muitos que procuraram aproveitar esta oportunidade para faturar politicamente no curto prazo, mesmo que isso roube o nosso país da oportunidade de resolver um desafio de longo prazo''.
O presidente americano também foi incisivo ao dizer que ''não perderá tempo com aqueles que calcularam ser melhor politicamente matar esta proposta do que procurar melhorá-la'' e chegou até a ameaçar os que estariam distorcendo seu projeto, ao lembrar que ''se você descaracterizar o que está na proposta, nós iremos colocá-lo em evidência''.
Muitos representantes da oposição permaneceram sentados ao longo do pronunciamento do líder dos Estados Unidos, enquanto os democratas aproveitavam pausas no pronunciamento do presidente para aplaudi-lo de pé em sucessivas ocasiões.
Manifestações Em diferentes trechos de seu discurso, como na passagem em que disse estar ''de portas abertas'' para ouvir propostas da oposição, congressistas republicanos levantaram as mãos e exbiram um livreto contendo as propostas do patido para o setor.
O presidente evitou fazer menção direta à chamada opção pública de seguro saúde, defendida pela ala esquerda do Partido Democrata, mas criticada tanto por republicanos como por democratas centristas, que temem que a proposta seria onerosa para os cofres públicos e seria uma intervenção indevida do governo federal.
A postura ofensiva do líder dos Estados Unidos parece ter encontrado ressonância entre os intregrantes de seu partido, vide o exemplo de Max Baucus, presidente do Comitê de Finanças do Senado, que comanda um grupo bipartidário que vem elaborar um projeto de lei capaz de agradar tanto a democratas como a republicanos.

Antes mesmo do discurso de Obama, Baucus já dizia que pretendia levar adiante a proposta do partido, mesmo que esta não conte com apoio da oposição republicana, uma guinada em relação à postura de algumas semanas atrás, de tentar obter uma postura consensual entre os dois partidos

3 comentários:

"Política sem medo" disse...

E o garotinho ja comecou a por as mangas de fora. Para mim nao e novidade pois nunca confiei nele, desde a campanha eleitoral. E um vermelho disfarcado.

sicário disse...

Política sem medo.....

Se reparares, o presidente americano foi eleito na onda que varreu a América Latrina. Começou com o Lula, aí vieram os Chavez, os Evos, Lugos, Correas e o ex-presidente de Honduras (nem lembro o nome) só lembro do bigode e do chapéu ridículo. Os EUA, assim como o Brasil, fizeram aquela festa, por elegerem um presidente negro e nós pelo acéfalo...viva a inclusão social!
Ele está tão alinhado com a política da AL que eu não duvido que vá tomar um chá com o FIdel (isso se a múmia ainda conseguir beber algo).
Eu acredito que Obama será o próximo Martim Luther King.....não pela importância mas pelo assassinato!

Deus, pátria, família e liberdade!

TIAGILLA disse...

Tambem nunca confiei em Obama.
Não sei, não aprovei o método como foi eleito, sua campanha.
Esperamos que o povo americano de o troco, breve!