16 de mar de 2007

Caros amigos, gostaria de passar para vocês um trecho do artigo de Maria Lucia Victor Barbosa que achei excelente. Ao tomar posse Collor encontrou pela frente um pesadelo chamado Brasil. A inflação, herdada do catastrófico governo Sarney atingira uma taxa anual de 12.874%, com previsões de ascender para 56.000% ao ano. A desmoralizante dívida externa era de US$ 27 bilhões. O serviço público ineficiente deveria consumir entre 60% a 80% da receita disponível. A educação precária apontava para trinta milhões de analfabetos e de cada duas crianças que entravam na escola, uma era reprovada no primeiro ano. A saúde mostrava um Brasil doente, pois de cada mil crianças que nasciam, sessenta e cinco morriam antes de completar um ano de vida. O déficit habitacional já atingia dez milhões de moradias.
Para enfrentar problemas dessa magnitude Collor tomou medidas impopulares. Com isso bateu de frente com a CUT que passou a organizar seguidas greves. Chamou a elite de empresários de arcaica e angariou sua animosidade. Não fez conchavos no Congresso nem comprou seus membros. Enfrentou inúmeros escândalos que atingiram o Executivo e o Legislativo.
O presidente, então, renovou seu ministério, que poderia ter sido o melhor havido no país. Anunciou novas medidas econômicas, precursoras do Plano Real, mas um fato aleatório o fez sucumbir antes de tentar mudar o rumo de sua gestão: a entrevista à Veja, dada por seu irmão Pedro, em maio de 1992. Pedro acusou Paulo César Cavalcanti Farias – tesoureiro da campanha presidencial de Collor – de exercer atividades ilícitas no governo.
Isso interessava a muitos políticos e Luiz Inácio, que desde a derrota tinha acessos de revanchismo, levantou a idéia do impeachment. O julgamento pelo Congresso pela primeira vez foi rápido. Multidões tomadas por delírio cívico e lideradas pelas forças contrárias ao presidente foram às ruas gritar “fora Collor”. Mesmo com a renúncia deste o julgamento prosseguiu no Senado, e o senador Pedro Simon gritou para seus pares: vamos adiante, senão, o que vão pensar de nós”.
Mais tarde o STF inocentou Collor, o que não impediu que ele ficasse fora da vida política como cassado. Muito tempo se passou e hoje a complacência popular com a corrupção, com os mega escândalos políticos, com a incompetência do governo e suas mentiras e falcatruas é total.
De todo modo, na tarde de 15 de março, quando todos seu algozes reconheceram que foram excessivos em seus julgamentos, Collor pareceu personificar o mito de Fênix ao renascer das cinzas. O PT que se cuide ou volte a abatê-lo em pleno vôo.

Um abraço a todos e prometo que voltarei a escrever.

9 comentários:

TIAGILA disse...

Querida irmã. Será que depois do
pronunciamento,(que foi uma aula de
história agradável aos ouvidos,já
que ultimamente só ouvimos chavões
ultrapassados,ou dizeres futebolís-
ticos de péssimo gosto)ainda alguns
blogueiros continuarão a escrever
"lulla" e "Malluf",sem constrangi-
mento? Lavei minha alma assistindo
o discurso desse homem,que foi a
minha esperança de um BRASIL melhor
Suas palavras,só vieram confirmar
aquilo que nós;IZAURA,MARIA,TEREZA
e TIAGILA,sempre tivemos certeza.
Sua total inocencia! Portanto,para-
bens para nós,que sempre estivemos
do lado certo.TIAGILA.

TIAGILA disse...

Um recadinho para Angelo da CIA.
Você devia ter assistido,sim.Acho
que foi pura intolerancia e pré
conceito,mesmo.Você devia conhecer
o outro lado da história,para po-
der avaliar melhor,pois na época
você devia ser muito jovem.
TIAGILA.

João Bosco disse...

Caros Amigos

O bom da blogosfera é ser contraditório, sem preconceitos, explicitar as idéias.
Dito isso posso afirmar que respeito quem votou, ou quem em AL votou em Collor. Entretanto não vejo tamanha inocencia em Collor, seja um Elba, um Land Rover, é um escandalo.
Nenhum governante, nem síndico deve ganhar presentes ao exercer seu mandato, devem dar exs.
Agora, que estão todos juntos estão: Collor, Maluf, Lula e o irmão do PC.
Nota: respeito o atual mandato de Collor, conquistado no jogo democrático.

CAntonio disse...

Nem vou comentar, já que você conhece minha opinião.

A propósito votei em Collor e tive minha poupança roubada: exatamente o que Collor dizia que Lula faria se fôsse eleito.

Conheci também um senhor que simplesmente suicidou-se, logo após ver todo o dinheiro de 3 imóveis e um comércio vendidos dias antes do Collor assumir, serem confiscados.

Enfim perto de Lula Collor é um beato.

SDS.

Anônimo disse...

Nossa, CAntonio.Que termo pesado.A
proposito: era só poupança mesmo?E
quando você vai comentar sobre os
"pequenos roubos"(segundo você),de
Quércia e Fleury.Será que é porque
os mesmos são do mesmo partido do
seu idolatrado Samir Achoa?Apesar de Fleury ter mudado tão logo quanto pode.Minha tia teve sua poupança bloqueada e recebeu até o
ultimo centavo e feliz dizia: Nunca
vi tanto dinheiro na minha vida.In-
teressante que só você não recebeu.
TIAGILA.

Angelo da C.I.A. disse...

Eu ouvi boa parte do discurso do Collor.
Aí ele começou a citar Getúlio, Jango e outros "perseguidos" bem na hora em que eu pegava no sono. Como eu tava meio sonolento, pensei: "Ainda é o Collor ou é algum petista defendendo Lula?"
As figuras retóricas são as mesmas, as desculpas são as mesmas. Os crimes são outros, os destinos também.
Ainda assim, o Collor foi uma experiência saudável para o Brasil. Vejam bem, quantas vezes quem comete crimes na política no Brasil é punido? Collor foi uma boa aula para o Brasil. Lula não: Do governo e das falcatruas dele nada restará de bom exemplo, nada poderemos comemorar no futuro.

Entre Collor e Lula? Fico com Collor. Ele tanto é (foi) um mal menor que caiu da presidência. A chaga Lulista imperará por muito tempo ainda no Brasil.

P.S.: Eu não penso que "inimigo de meus inimigos é meu amigo". Porém, amigo de meus inimigos com certeza é meu inimigo também. Collor é agora amigo de Lula. Isto basta!

TIAGILA disse...

Menos mal, Angelo.Pelo menos você
não acha que nossa massa encefálica
é fedorenta ou que não temos cére-
bro como alguns blogueiros.É inte-
ressante como pessoas conseguem
ler montanhas de livros,citar mi-
lhares de filósofos,poetas,etc.,e
não admitem opiniões diferentes.O
pior; usam termos ofensivos,pejora-
tivos,substimam nossa inteligencia
enos nivelam por baixo.É lamentável
Intolerancia rima com ignorancia.
TIAGILA.

Anônimo disse...

Aqui estão os 308 contra a CPI. Vamos espalhar os nomes Brasil afora



Qual é a sua tarefa, leitor amigo? Copiar esta lista, colar, botar no OrKut, no e-mail da namorada, do namorado, do ficante, do amigo, da amiga, do/a amante, do inimigo também. Imprima. Se for viajar, leva junto umas 20 cópias. Distribua àqueles que estiverem sofrendo com você nas filas, na sala de embarque, na poltrona ao lado. Quem puxa a lista do boicote à investigação? O PT. Vejam ali: 77 votos contra a CPÌ. Depois, vem o PMDB, com 65. Faça com que esta lista se multiplique em milhões de listas Brasil afora.


http://veja.abril.com.br/blogs/reinaldo/

Anônimo disse...

Aqui estão os 308 contra a CPI. Vamos espalhar os nomes Brasil afora



Qual é a sua tarefa, leitor amigo? Copiar esta lista, colar, botar no OrKut, no e-mail da namorada, do namorado, do ficante, do amigo, da amiga, do/a amante, do inimigo também. Imprima. Se for viajar, leva junto umas 20 cópias. Distribua àqueles que estiverem sofrendo com você nas filas, na sala de embarque, na poltrona ao lado. Quem puxa a lista do boicote à investigação? O PT. Vejam ali: 77 votos contra a CPÌ. Depois, vem o PMDB, com 65. Faça com que esta lista se multiplique em milhões de listas Brasil afora.


http://veja.abril.com.br/blogs/reinaldo/